Professores e servidores do IESFA de Várzea do Poço reagem a texto anônimo publicado em redes sociais


Nós educadores/as e demais servidores do Instituto Educacional São Francisco de Assis aqui identificados: Maria Rita Nunes, Paula Luciana Sampaio, Jacilma  Freitas, Cintia Rosa, Neuda Abreu, Vanusa Borges, Adelson Gonçalves, Angelo Faustino, Charles Maycon, Natielle Mota, Edna Reis, Maiele Araújo, Ubaldina Sousa, Héllen Rodrigues, Josefa Nidivan Ungria, Josė Carlos Brasileiro, Ana Rízia Rios, Tiago Ferreira, Cirene Rosa,  Jilmaura Freitaa, Adailma Nobre, Eilane Carvalho, Eneide Menezes, Leon Cardoso, Agenário Moreira, Juliana Sena, Kleber Leal, Verônica Rocha, Wesley Santos, Gilda Paula de Oliveira, Luzinete Lopes, Jusciara Suzart, Glaconei Nunes, Weslânia Moreira, Edinália Rios,  Regina Célia Silva e Elizelma Gomes, indignados/as com um texto anônimo publicado nas redes sociais no qual alguém se identifica como uma professora do IESFA, gostaríamos de esclarecer a quem teve acesso, de que esse texto não foi escrito por nenhuma professora da equipe do IESFA pelos seguintes motivos:

1. Nao existe em nossa equipe, nenhuma professora com o perfil descrito;

2. Temos respeito pela nossa clientela e jamais utilizaríamos redes sociais para tratar dos problemas da nossa escola. Isso seria falta de respeito com os nosso alunos. Temos ética e respeito pela nossa clientela e por nossa profissão. Nossa formação docente está constituída pela compreensão de promover uma educação inclusiva que venha atender às demandas sociais e culturais de nossa comunidade valorizando e respeitando os espaços de vida de cada estudante que se encontra em nossas salas de aula. Não seria militarização a possibilidade dessa inclusão que buscamos construir em nossa escola, pois acreditamos no potencial que cada estudante tem e no papel que um/a professor/a  tem na transformação social, cultural e intelectual de uma comunidade. 

3. Somos defensores e praticantes de uma educação humanizada, por isso quando detectamos que os nossos alunos precisam da nossa ajuda, ajudamos, aconselhamos, acompanhamos, dialogamos com eles e com as famílias. Jamais iríamos expôr em redes sociais, pra fazer sensacionalismo, principalmente utilizando uma adjetivação que inferioriza nossos estudantes.

4. Infelizmente a cada dia percebemos que tem aumentado  o  número de adolescente e jovens, vítimas do mundo das drogas da violência e do crime e, isso reflete também nas escolas. Isso não é um problema apenas do IESFA, mas, uma realidade da região, da Bahia e do Brasil. Portanto essa luta não é papel apenas da escola, mas também da família, do poder público, da segurança pública, dos comerciantes, enfim de toda a sociedade.

5.Não é militarizando escola que o problema das drogas e da violência serão resolvidos. Afinal as escolas militarizadas recuperam ou expulsam os alunos vítimas do mundo das drogas e da violência? Então perguntamos: É excluindo da escola os alunos que são vítimas do mundo das drogas e da violência que o problema será resolvido? Existe algum município que resolveu os problemas da violência, militarizando escolas?

6.A nossa escola sempre esteve e continuará aberta para as parcerias e estamos abertos a construir também essa parceria com a segurança pública do nosso município. E para que essa parceria aconteça não necessariamente tenha que ser através da militarização da escola, existem várias outras ações que podem ser desenvolvidas. Como podemos garantir o direito à educação como bem público e social determinando quem fica e quem sai da escola? Seria mesmo essa a orientação que temos ao construir um percurso formativo nos cursos de licenciatura numa universidade? 

7. A nossa escola sempre estará de portas abertas para acolher as parcerias. E sempre valorizaremos princípios de uma formação docente pautada no respeito ao outro. Portanto, gostaríamos de dizer para essa pessoa que se identificou como professora do IESFA e que temos a certeza de que não faz parte da nossa equipe, mas pelo visto, gostaria muito de fazer.Ao invés de ficar criticando no anonimato, crie coragem, mostre a sua cara e venha fazer a sua parte. Não é de forma anônima e politiqueira que enfrentamos e resolvemos os problemas. Assumimos a nossa profissão com muito orgulho, temos plena consciência dos desafios que enfrentamos a cada dia, mas estamos aqui porque acreditamos numa educação humanizada e transformadora, que valoriza acima de tudo, a realidade e o potencial dos nossos educandos. Batalhamos muito para fazer parte dessa equipe e por isso temos orgulho de sermos professores e servidores do IESFA.
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